
"Serenity"
A experiência que me inspirou na criação desta obra


"Serenity"
— 25 de agosto de 2026
Recentemente, tive um sonho em que me vi voando para fora da minha cama e adentrando a cidade. Eu me movia a uma velocidade incrível, atravessando tudo e percorrendo a Terra inteira. Então, comecei a seguir para além deste mundo, entrando na imensidão do universo.
Meu ser parecia alternar entre a minha forma física e um pequeno ponto de luz, avançando para além da Lua e de todos os planetas, cada vez mais distante de tudo e de todos. Por um momento, tomei profunda consciência de quão longe eu estava, e isso me assustou um pouco, mas essa sensação não durou muito, porque eu pude perceber que, apesar da distância, eu ainda estava perto de todos aqueles que amo, e entendi que essa distância, na verdade, não existia.
Com essa segurança no coração, continuei avançando cada vez mais profundamente pelo espaço. Eu sabia que meu espírito estava me levando a algum lugar familiar, e sentia como se estivesse simplesmente seguindo um chamado, avançando com confiança.
Vi que estava me aproximando de um orbe, um planeta, se é que posso chamá-lo assim. Eu ainda viajava a uma velocidade incrível, talvez algo próximo à velocidade da luz. Entrei nesse orbe, e tudo em seu interior era preenchido por cores muito tranquilas e translúcidas.
Pousei e fui recebida por seres muito elegantes e serenos. Eu não conseguia distinguir exatamente se eram femininos ou masculinos, mas certamente carregavam, para mim, uma energia mais feminina.
Havia um ser particularmente alto que me guiou pelos jardins daquele lugar. Tudo existia em ceu aberto, e a natureza estava presente por toda parte, perfeitamente integrada ao ambiente. Eu ainda me sentia incrivelmente elétrica e acelerada, enquanto tudo ao meu redor parecia me convidar a desacelerar.
Sentia como se tivesse ido até lá para purificar os meus sentidos.
Esse ser transmitia uma sensação profundamente amorosa e sábia. Em determinado momento, estávamos prestes a nos abraçar, mas uma parte de mim queria empurra-la, quase de maneira agressiva. Isso me fez questionar por que eu estava sentindo tanta agressividade. Então, ela me disse que eu ainda carregava energias mais densas, residuais e ainda presentes, provenientes de outras experiências na Terra.
Foi então que compreendi por que estava ali, era para liberar essas energias, purificar-me e limpar a minha alma.
Também compreendi que aquele não era o meu destino final, a partir dali eu precisava alcançar certo nível de clareza e leveza para poder atravessar e seguir em direção ao lugar para onde o meu espírito estava me levando. Era como se fosse uma "parada" antes de prosseguir, e ali eu precisava descansar e descarregar, me reconectar mais com minha essência e deixar o restante das densidades que ainda reverberavam em mim de alguma forma.
Notei uma árvore e perguntei se poderia me sentar sob ela, eles me disseram que sim, e que aquela árvore era uma velha amiga.
Fui até a árvore e me sentei sob ela, entrando aos poucos em um estado mais relaxado. Sentia como se estivesse limpando a minha alma das energias densas que ainda restavam. Tive a sensação de que aquela árvore estava me sustentando e me dando apoio durante esse processo.
É até onde consigo me lembrar desse sonho, se é que posso chamá-la de sonho.
Minha comunicação com esses seres era telepática, não me lembro de vê-los mover os lábios ou de necessariamente pronunciarmos palavras, mas tudo era comunicado perfeitamente através dos nossos sentidos.
Talvez você perceba que esta obra carrega aquilo que parece ser uma espécie de “escrita”. Para mim, essas marcas são uma assinatura energética, uma forma de linguagem que não possui uma tradução objetiva. Mas, se você permitir-se conectar com ela, pode simplesmente fazer isso através do coração e da sua própria sensibilidade, se assim desejar. Ela falará com você.
Este retrato me faz lembrar dos seres com os quais estive e da energia serena e acolhedora que eles carregavam.
Conheça aqui um pouco mais do processo técnico e criativo dessa obra
— zimarrie
